Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Direito à Liberdade...

«Eutanásia: do Gr. euthanasía < eu, bem + thánatos, morte s. f.,
procedimento que antecipa a morte de um doente incurável, para lhe evitar o prolongamento do sofrimento e da dor;
morte sem dor;
doutrina que defende tal procedimento.»
 
            Através de uma pesquisa simples, num dicionário, sobre eutanásia, podemos concluir que esta é o acto de antecipar o que é inevitável, fazendo com que o portador desta doença acabe com o sofrimento.
            No meu ponto de vista, e notem bem, que é simplesmente a minha opinião sou contra estes actos, se bem que por outro lado, ache que devesse ser uma opinião própria! É complicado, porque nós nunca passamos por uma situação destas para sabermos o que é desejar a morte!
Este post, vem na sequência de uma reportagem que passou na televisão, há uns dias atrás, infelizmente não vi, mas achei um bom tema para termos aqui um “fórum” onde podemos discutir as nossas ideias!
            Acredito que as pessoas que estão presas a uma cama, sofrendo, amargurados com a vida e tendo uma doença incurável que os vai destruindo, possam querer esta “saída” porque não a considero como solução, dado que todos nascemos para viver e faz parte do processo da vida viver até que a morte seja causa natural ou não (entenda-se por causa não natural, acidentes de viação, uma queda por um precipício, afogamento, aquelas causa que ninguém espera que aconteçam, mas que na verdade não são provocadas).
            Agora tentar estar na posição de um familiar, seria totalmente “desumano”, eu dar o meu consentimento e dizer que sim, que podiam aplicar a injecção letal a uma pessoa de quem gosto, seria uma morte que em grande parte eu seria o causador. E, (in)felizmente, preferia ter a pessoa todos os dias que eu pudesse vê-la (garanto que sei o que falo), se bem que por outro lado também seria complicado vermos o sofrimento de quem gostamos.
 
            Sinceramente é uma contradição enorme. O dilema da eutanásia, sempre existiu e irá continuar, porque esta é a parte mais sensível que existe em nós!!
 
            E vocês o que achas? O que fariam numa situação destas?
            E os médicos que defendem esta doutina e praticam-a? Como se sentirão? Vão contra a ética que aprenderam com a Medicina: “Art. 6°. - O médico deve guardar absoluto respeito pela vida humana, actuando sempre em benefício do paciente. Jamais utilizará seus conhecimentos para gerar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano, ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade” (Código de Ética Médica), em parte estão a ir contra a sua ética. Que lhes acontecerá se um dia praticarem a eutanásia? Na verdade estão a matar uma pessoa, não é?
 
            E ... morte sem sofrimento? Como sabem? Ainda levam alguns minutos a percorrer a corrente sanguínea, deve existir sofrimento!
 
            Deixo-vos com uma frase de uma pessoa que hoje, sofre e procura a saída na eutanásia: “O que é para vocês a liberdade? Para mim isto não é liberdade. Estar deitado numa cama a sofrer não é, para mim a liberdade”
            São as palavras de quem sente, do desespero, da ânsia de acabar com a luta pela vida...
...e tudo acaba assim, sem sentido, será normal?
R.M
Sinto-me: Sem Palavras...
Criticalhado por RM às 00:01
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17 comentários:
De katrina19793 a 18 de Outubro de 2006 às 10:45
"Acredito que as pessoas que estão presas a uma cama, sofrendo, amargurados com a vida..." foi uma frase que retirei do teu post. Repara no final da frase..."amargurados com a vida". Muitas vezes as pessoas querem acelerar esse processo de "partida" porque sentem que são cargas pesadas para as famílias, estão deprimidas porque estão sozinhas ou até porque não conseguem aceitar a sua condição. Como pessoa activa que sou também considero que seria extremamente difícil para mim passar a uma condição de dependência, mas depende tudo da rede de apoio que teria. Existem estudos (agora não te sei indicar nenhum mas já li) onde está comprovado que as pessoas que pedem eutanásia, depois de algum tempo com psicólogos, ministros da sua religião, terapeutas ocupacionais, voltavam a se sentir uteis e renunciavam em pouco tempo á ideia da eutanásia. Dá que pensar que apoios cedemos aos nossos doentes dependentes...será fácil para um homem activo de 50 que tem uma trombose ficar irremediavelmente confinado a uma cama ou a um jovem de 20 anos ?? Pois é...temos de ajudá-los também. Tenho dito!!!! jinhuzzz
De RM a 19 de Outubro de 2006 às 10:29
Ai pois é Katrina19793 isto é como tudo!!! As pessoas precisam de atenção e de quem os ajude!!! Mas ninguém pensa nisso...
... para mim também não seria fácil viver numa situação de dependência!!! E sei que só passando para que a nossa ideia mude sobre determinado assunto!!!
Bom comentário, gostei 5

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